Lembro uma vez na faculdade de pedagogia, há cerca de 11
anos, quando eu questionei a aplicabilidade das aulas de estatística em nosso
curso (ainda mais da forma como era passada!). O professor de estatística me respondeu
que é mais fácil o MEC contratar um estatístico do que um pedagogo.
Os números ligados à educação básica no Brasil melhoraram.
Mais crianças estão na escola, as notas nas provas aumentaram, mais pessoas têm
acesso à universidade. (vários destes indicadores são facilmente consultados no
Portal do Inep.
Mas para aqueles que discutem qualidade de ensino estes
números são questionados. As crianças são alfabetizadas de fato, sabendo
interpretar o que lêem? Estamos formando pessoas críticas, pensantes,
reflexivas, éticas, que valorizam a diversidade cultural e o respeito e à
natureza?
Após anos de investimento nos números, será a vez de
investimento na qualidade de ensino?
O novo ministro da educação Renato Janine Ribeiro já disse
que vai priorizar educação básica. Helena Singer em sua equipe nos traz
esperança não só de melhora, mas de transformação: “A inovação parcial, incremental, vem ganhando força, mas quero falar de
experiências que radicalizem a forma de organizar o tempo, que trabalhem o
espaço de modo totalmente diferente – como a de escolas que não estruturam mais
o currículo em cima de aulas convencionais de 50 minutos nem
usam carteiras
enfileiradas de frente para a lousa”
Veja matéria veiculada pelo geekie que trata do assunto:

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