Manaus é uma cidade que atrai pessoas de todo o Brasil que
vem trabalhar nas mais diversas áreas. Para aqueles que têm filhos e procuram
uma escola que valorize o aluno dando voz às crianças, que queira os pais e a
comunidade mais perto, que dê importância à capacidade de pensar e argumentar
em vez da repetição e exposição ao conteúdo, Manaus não é o lugar ideal.
As escolas particulares de Manaus são quase estritamente conteudistas,
muitas delas religiosas, sem respeitar a diversidade cultural. Quem já ouviu
falar na pedagogia Waldorf, nas escolas democráticas, até mesmo no
construtivismo, ou qualquer outra linha pedagógica que seguem os ideais de
grandes educadores como Paulo Freire, José Pacheco, Emília Ferreiro, entre
outros, sofre com a falta de opções em Manaus. As escolas públicas,
infelizmente, seguem a realidade precária da rede pública no nosso país.
Como pedagoga, moradora de Manaus há 7 anos e mãe de dois
filhos (um deles quase no 1º ano do Ensino Fundamental, já sendo cobrado a
saber escrever antes da hora, com 4-5 anos, que usa livros didáticos prontos
que ensinam África antes de Brasil, Pantanal antes de Amazônia, etc, etc...),
este tema não sai da minha cabeça. Vou ficar sempre reclamando das escolas que
eles estudam? Vou mudar de cidade? Ou vou tentar fazer algo diferente?
Qualquer uma destas coisas podem acontecer na minha vida e
antes de tomar uma decisão organizei um encontro entre mães, pais e
interessados em discutir “educação” em Manaus: outro modelo é possível?
O encontro foi ontem e como ponto de partida assistimos o filme “Quando
eu sinto que já sei”. Depois cada um falou um
pouco sobre o filme, sobre as angústias das alternativas de escolas em
Manaus para nossos filhos e sobre possibilidades de ações para tentarmos transformar um pouco essa
realidade de escolas tradicionais e/ou precárias.
Doze pessoas estavam presentes e já temos uma rede de e-mails
de 40! O segundo encontro foi marcado para o final deste mês. Um grupo começa a
se formar. Pessoas engajadas, dispostas a agir e estudar, interessadas em uma
educação melhor não só para nossos filhos, mas também para a sociedade
manauara! Já temos alguns encaminhamentos concretos e de uma coisa estou certa:
Saímos deste encontro com uma esperança por mudança e transformação!
Parabéns pelo artigo. Uma escola no modelo Waldorf em Manaus formaria pessoas com verdadeiras habilidades para o que estamos vivendo hoje na Era da Quarta Revolução Industrial, onde criatividade, inovação, cooperação, protagonismo e equilíbrio emocional são coisas vitais nesse mundo em acelerada transformação.
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa,a falta de informação e resistência dos educadores é assustador ,como recusam o novo como são apresentados os projetos a falta de comunicação com os pais ,e a imposição errada para as crianças ,o novo pode causar impacto sim ,mais a resistência tornam o aprendizado mais difícil e "engessado" as crianças precisam ser ouvidas ,como elas mudariam o país ,se estiverem dentro do seu quadrado ?
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ResponderExcluirtenho um filho de 7 anos que irá para o 3 no, qual escola voce sugere
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